quarta-feira, 5 de março de 2008

Sem a mídia só a deserto.?!






"Sem a mídia só a deserto". Você concorda?



Esse é o pensamento de alguns teóricos da comunicação. Todos os dias lemos, vemos e ouvimos notícias dos mais diversos tipos, dos mais variados modos de se fazer notícia, vindas de diferentes veículos. Mas, e se não houvesse imprensa?


Algumas pessoas dizem que os jornais só trazem má notícia. Se os jornais desaparecem, as más notícias deixam de existir?


Se não tornamos visíveis nossas ações, elas deixam de existir, ao menos, socialmente. Na era das modernas tecnologias, tudo, ou quase tudo, está fadado à superstição, à superpublicização - se é que a palavra existe. Mas afinal, admita: se não aparece na TV (principalmente), no rádio, no jornal, ou mesmo na internet, então... sorry, não existe.


Talvez a isso se deva ao crescente número de blogs pessoais, a popularização e o alto ibope de programas como Big Brother, Casos de Família e ainda, os inúmeros exemplares de jornais e informativos comunitários, onde paróquias, grupos, escolas, comunidades, empresas, assessorias..., se fazem perceber pelo mundo e se firmam diante da sociedade. Mas isso, é outra história. O importante é perceber que todos temos a necessidade de fazer o outro perceber a nossa existência, esteja ele dentro da nossa casa, ou lá no Japão.


Desde o princípio das relações sociais, por outro lado, o ser humano tem a necessidade social de informação.
Então, voltando a pergunta. Para você, o que aconteceria se amanhã você acordasse e não houvesse mais jornais no mundo?
Fora, deixar os jornalistas sem emprego, por favor... rsrs =)



3 comentários:

  1. Não vejo como os jornais deixariam de existir... O jornalismo, por assim dizer, foi apenas uma burocratização da fofoca. E esta aí é inerente ao homem. =P
    P.s.: Fofoca aqui deve ser entendida num sentindo lato.

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  2. Sobre FOFOCAS:

    Profº Renato Pitanga costuma dizer que "a fofoca é a via não-institucionalizada da comunicação nas organizações". Talvez, o jornal seja mesmo uma "institucionalização" da fofoca, porém a minha crítica em relação à imprensa é quanto ao MITO da isenção. Mesmo a imprensa de esquerda é enviesada, com uma linha editorial marcadamente ideologizada, cujo objetivo é legitimar as "agendas ocultas" de seus editores. Se por um lado informação é poder e de uma forma ou de outra todos precisamos ter acesso a ele, através dos meios que parecam os mmais confiáveis, somos todos reféns das interpretações e da leitura pessoal de quem faz essa informação.

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  3. Olha só! O meu comentário foi teoricamente embasado. =P
    Quanto ao mito da isenção:
    Acho que ninguém mais acredita que a imprensa é imparcial. Nem de direita, nem de esquerda. Mas veja, a gente também interpreta a notícia, né? Já damos o nosso desconto dependendo de onde vem a informação. Como fazemos também com a fofoca não-institucionalizada. Enfim, tudo normal. =)

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