Eu fiquei toda feliz quando vi a notícia no site do Ministério da Cultura (http://www.cultura.gov.br/site/?p=9538) sobre a Cota de Tela para 2008, que determina o número mínimo de dias e a diversidade de títulos fixados para cada cinema em cada cidade. Isso quer dizer que empresas proprietárias, locatárias ou arrendatárias de salas, espaços ou locais de exibição pública comercial de cinema, devem promover a auto-sustentabilidade da indústria cinematográfica nacional, ou seja, devem exibir em suas salas uma determinada quantidade de filmes nacionais por ano.
E aí eu vi que a cota de tela para 2008 (repare que a letra maiúscula foi para o espaço) é a mesma de 2007: apenas 28 dias, com a exibição de no mínimo dois títulos diferentes, isso para cinemas com uma sala de exibição. Para cinemas com 18 salas, é de 630 dias, com pelo menos 11 títulos. Isso indica que aqui em Maceió, num cinema como o que temos na Jatiúca ou mesmo no Farol, a obrigatoriedade de exibição de filmes nacionais em todo o ano de 2008 é de 70 dias, com um número esdrúxulo de dois filmes diferentes a serem exibidos no mínimo.
A meu ver, e acredito que na cabeça de muita gente por aí, esse número deveria ser no mínimo o triplo, afinal de contas, a gente sabe que a demanda por esses filmes não é alta e tem que ter algum tipo de "incentivo" do governo, para que o pessoal compre os filmes e coloque em cartaz no cine. É por essas e outras, que muitos filmes nacionais acabam desconhecidos do público. Somente em 2006 o Brasil lançou, com base em dados da Agência Nacional do Cinema - Ancine, 70 filmes, entre ficcão e documentário. 70!! Quantos desses você viu em cartaz nos cinema? Nas minhas contas, e olhe que estou contando os que nem foram exibidos aqui, menos de 40. Algo errado nessa história não? Talvez tenhamos perdido de ver bons filmes, apenas por falta de um bom incentivo.
Confira você mesmo:
http://www.ancine.gov.br/media/Filmes_Nacionais_Lancados_em_2006.pdf
http://www.ancine.gov.br/media/Filmes_Nacionais_Lancados_em_2006.pdf
Oi, Jacqueline. Não sou crítico de cinema, mas lembrei de uma velha música que diz que quando nascemos fomos programados a receber os enlatados empurrados pelos U.S.A. e que desde pequeno nós comemos lixo comercial e industrial. Aprendemos a gostar desses enlatados por pressão de uma cultura dita ”superior“ e ficamos sem identidade. Aprendemos a gostar das velhas séries do Fox ou Sony Channel e dos filmes de Hollyood. O cinema nacional precisa de um empurrão: temos que começar a comer essa arte desde pequeno.
ResponderExcluirAbraços!!!